Kaspersky Lab abre seu software para revisão independente

De acordo com a sabedoria popular, leva-se a vida inteira para construir uma reputação e apenas um minuto para destruí-la. É o caso, por exemplo, da Kaspersky Lab, empresa russa de segurança cibernética.

Em 2015, o seu popular antivírus foi usado como ferramenta para roubar documentos sigilosos do governo americano. Como resultado, os softwares da Kaspersky foram proibidos em qualquer órgão do governo federal. Além disso, o governo “bateu de porta em porta” recomendando que as empresas privadas, procurassem outras soluções.

Segurança cibernética é levada à sério pelos americanos e, uma vez que sua imagem esteja arranhada, a coisa fica feia.

Na tentativa de reverter esta situação e recuperar sua credibilidade, a Kaspersky decidiu abrir seu software para controle independente. A empresa, sem dar detalhes, informou que uma “autoridade reconhecida internacionalmente” irá revisar seu código no primeiro trimestre de 2018. Seus processos e protocolos de segurança também serão revisados.

Três “centros de transparências” serão criados nos EUA, Europa e Ásia até 2020. Os órgãos governamentais poderão revisar o código fonte, código de atualização e regras de detecção de ameaças

A Kaspersky também aumentou a recompensa $5.000 para US$ 100.000 dólares para cada vulnerabilidade encontrada. Uma medida que atrairá muitos pesquisadores de segurança.

Eugene Kaspersky declarou que:

“A divisão da internet beneficia apenas cibercriminosos. A redução da cooperação entre os países ajuda os maus em suas operações e as parcerias público-privadas não funcionam como deveriam. Precisamos restabelecer a confiança nas relações entre empresas, governos e cidadãos. É por isso que estamos lançando esta Iniciativa de Transparência Global: queremos mostrar como somos completamente abertos e transparentes. Não temos nada a esconder. E acredito que com essas ações seremos capazes de superar a desconfiança e apoiar nosso compromisso de proteger as pessoas em qualquer país do nosso planeta “.

Agora resta saber se a empresa será capaz de recuperar sua reputação. Uma resposta que só o tempo dirá.

 

Fonte: The Guardian e Neowin

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