EUA +Best Buy vs Kaspersky

Best Buy para de vender produtos Kaspersky

A Best Buy, uma das maiores redes varejistas de eletrônicos dos EUA decidiu parar de vender produtos Kaspersky após suspeita de espionagem.

A Kaspersky Labs, com sede na Rússia, vem sendo acusada de espionagem pelo governo americano. Em julho, o FBI “visitou” muitos funcionários da empresa nos EUA como parte da investigação. Além disso, o nome da empresa especializada em segurança cibernética foi removido de duas listas de fornecedores aprovados.

O governo americano suspeita de que a Kaspersky possa ter “estreitado” seus vínculos com a inteligência russa. O que aumenta o receio de haver algum backdoor em seus softwares que possa comprometer a segurança nacional. Backdoor é um recurso garante acesso remoto ao sistema ou à rede infectada.

A Kaspersky possui grande presença nos EUA e permitiu que analistas de segurança auditassem suas soluções de software. No entanto, a medida não foi suficiente para o FBI que recomendou que empresas, principalmente as de energias removessem esses produtos de sistemas críticos. Especificou também que qualquer organização que use sistemas de controle industrial (ICS) e Sistemas de Supervisão de Aquisição de Dados (SCADA) devem usar outras soluções de segurança.

Seguindo as recomendações e os receios do consumidor em torno desta controvérsia, a Best Buy começou a remover todos os produtos da Kaspersky de suas lojas nos EUA. A empresa, ao investigar o assunto ficou com “perguntas sem respostas”. A situação foi confirmada pelo seu porta-voz, que não entrou em detalhes.

A Best Buy permitirá que os clientes que compraram softwares da Kaspersky e que possuam assinaturas ativas troquem gratuitamente por outro produto em até 45 dias.  Os clientes poderão removê-los ou terem assistência gratuita da equipe de suporte neste período.

A Kaspersky, que costumava trabalhar com o FBI em questões de segurança, diz que a recomendação é lamentável.  O CEO da empresa de segurança continua a negar qualquer vínculo com o governo russo.

Mais informações (em inglês): Neowin, Reuters e StarTribune

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